light all my lights

Ruínas

O que acontece quando a pessoa me perder? A dor e as lágrimas vão corroendo tudo por dentro, destruindo. Deixando tudo em ruínas. E é somente isso que sobra pra quem claramente não soube valorizar…

O que antes era um lar bonito, acolhedor e completamente cheio de amor… se transforma em uma grande sessão de escombros. Em um local assim você caminha e consegue sentir a história que ele abrigou. A intensidade de emoções ali vividas. Ainda sim são somente ruínas. Em um local assim, você ainda pode passear e apreciar a vista. Sugiro até um picnic… você vem e fica um pouco… você consegue fazer coisas de tipo nesse lugar, com certeza. Ainda é acolhedor de certa forma. Porém, não existe jeito de reconstruir o local. Uma vez derrubado. Assim fica. Em ruínas. Existe jeito de viver em ruínas?

lightinguplove:

Montanha-Russa

Andar de montanha-russa é a diversão de uns e o medo de outros. O sobe e desce. O ir devagar… De repente uma super velocidade! O se perder no meios dos loopings! Andar na montanha-russa é capaz de alegrar até quem tem medo. Hormônios são liberados nesse momento, nosso corpo reage involuntariamente na montanha-russa. E talvez você seja o tipo de pessoa que entra na montanha-russa com medo e sai determinada a nunca mais passar por essa experiência novamente. Ou Talvez você seja o tipo de pessoa que entra com medo, mas gosta da emoção e precisa viver aquilo novamente chegando a atrever-se a não descer até sentir que “domina” a montanha-russa. Eu achei que eu era a pessoa. “Eu não quero esse tipo de coisa pra mim”. E sai, vira as costas e não volta mais. Não julga quem escolhe viver no ritmo da montanha-russa, até está lá pra ajudar quem saem dela sob “maus efeitos”, mas não se atreve a viver isso de novo. Acontece que neste momento imagino que estou mais pro segundo tipo de pessoa? Que eu quero viver intensamente esse sobe e desce? Que eu quero andar de novo e de novo até aprender a “dominar” os loopings? A quem eu estou tentando enganar? Eu nunca fui uma pessoa radical e sempre pedi por estabilidade na minha vida… algo em linha reta, talvez algumas curvas ali e aqui, mas sem enjoos no final, sem coração acelerado, sensação de quase morte e de repente… a euforia! Eu sempre preferi a felicidade em pequenas doses, calmaria… me acostumei assim. Acontece que eu escolhi descer da montanha-russa depois intensas volta. E eu fiquei longe, me afastei… e eu acabei ficando triste, muito triste! É possível que eu esteja confundindo adrenalina com endorfina, não sei. Mas não consigo descer. Não consigo parar e sair dela. E eu olho pra trás e vejo aquela “eu” de antigamente que seguiria os passos do primeiro tipo de pessoa que tem medo da montanha-russa. Essa “eu” que sabe o que quer pronta pra dizer: “isso eu não quero mais, não!”, ela sabe o que NÃO quer também, afinal. Mas agora esse meu “eu”, agora, ignora tudo que havia construído sobre si e para si só pra estar lá tentando andar na montanha-russa de novo. E eu amo tudo nessa montanha-russa! Eu amo até o que poderia odiar… Porque eu não conseguiria te odiar, não é? Sim, a montanha-russa é você! Não você, caro leitor. A não ser que você seja o meu amor, aquela que com todo o seu amor me fez sentir coisas que eu já mais senti. Eu me permiti viver tudo isso e desde então é esse sobe e desce, esse ir rápido, ir devagar e girar e voltar… você é tudo isso e mais um pouco! O que eu me questiono é: Será que a montanha-russa vai conseguir desacelerar um pouco pra eu aprender todos os seus loopings? E será que ela consegue se desfazer de alguns loopings por mim? Ou será que eu vou estar pronta a qualquer momento pra voltar a ser aquele tipo de primeira pessoa que eu falei e viver longe da montanha-russa?